quinta-feira, 16 de junho de 2011

" O uso de diferentes mídias e de tecnologias digitais nos espaços escolares deve estar associado à promoção da autoria e não somente à serviço da repetição das práticas transmissivas ou apoio à pratica de exercícios de concepção repetitiva."

Para integrar o uso de tecnologias a promoção da autoria na escola, o educador necessita estar bem garantido e saber o que esta fazendo, também necessita do amparo tecnológico que em muitas escolas ainda continuam trancafiados em uma sala com acesso restrito. Exclusivamente planejando o educador compreenderá quais constituirão seus desafios no que se refere às tecnologias e, a partir disso buscar auxílio e de tal modo requerer a autoria das mesmas nas escolas, tanto no seu aspecto como dos seus alunos. Quando um educador esquematiza suas aulas empregando as tecnologias ele tem uma ampla chance de alcançar com sucesso que seu aluno não só exercite exercícios de repetição no computador, mas que ambos estejam constituindo-se como autores nas tecnologias utilizadas pelos mesmos. No universo das mídias e tecnologias, os eventos não viajam solto, como confiam alguns. Permanecem diversas ocasiões que requerem do educador, autoridade e consistência de propósitos, bem apontados em um plano coerente e densamente intencional. Existe a parte instrucional, exploratória e a construção, o processo ocorre em fases particulares, de trocas e colaborativas. Tem fato melhor do que estudarmos algo, fazendo? Alguma pessoa já aprendeu a mexer no Pbworks só lendo os tutoriais e saiu fazendo tudo, acertadamente? Não é deste modo que acontece. Saber como algo funciona, por si só, não afiança aprendizagem, necessita existir experimentação, verificação para que ela ocorra. Se o educador esperar que os alunos instruir-se "sozinhos", no sentido de desamparados a si mesmos, sem o mínimo de intermédio, precisa rever suas considerações. Entretanto, esse processo aumenta a autonomia e isso consente que o aluno transforme seu comportamento perante a aprendizagem e se acelere as tarefas propostas.

terça-feira, 17 de maio de 2011

O LABIM instiga o confronto simultâneo de diversas ideias, compreensões, conceitos, informações sobre certo assunto, o que vem adicionar novas aprendizagens e consciência dos “aprendizes”. Deste modo, pode-se assegurar que essa certeza acentua a curiosidade e sabedores que a internet pode oferecer. O professor tem o papel importante nessa caminhada pedagógica, estimular e orientar seus alunos nas aulas e objetivando buscar adiantamentos na produção do conhecimento, na descoberta de novos paradigmas, como também na preparação de novas perguntas e hipóteses. Desde o processo de implantação e obtenção do Laboratório de Informática pela escola, continuamente realizei atividades educadoras com meus alunos, desfrutando deste recinto por considerá-lo um arrimo pedagógico imprescindível ao processo ensino e aprendizagem. O aluno ao utilizar o computador no laboratório tem a possibilidade de ampliação do conhecimento de forma abrangente. O uso da tecnologia favorece uma aprendizagem criativa e lúdica em relação à pesquisa na web, bem como a apresentação dos trabalhos. Enfim os alunos quando estimulados ao uso das tecnologias, se sentem instigados a produzir sempre com maior e melhor qualidade, no bom emprego das vantagens que estão ao seu alcance. A exemplo, uma simples apresentação de um trabalho de pesquisa por equipe, pode se tornar um festival, espaço de socialização de novas técnicas de apresentações personalizadas em PowerPoint, vídeo, som e imagem. Tais oportunidades fazem do acesso a novas tecnologias, laboratórios de produção de conhecimentos.
Qual aluno não se encantaria ao assistir um vídeo em DVD ou mesmo no computador sobre o assunto estudado em sala de aula? Acredito que a tecnologia está aí " a nosso serviço". Desde que comecei a cursar o PEAD, ano a ano, busquei trazer a tecnologia para mais perto da minha sala de aula. No ano passado eu tinha uma quarta série e trabalhei com os pbworks em sala de aula (http://somosdaturma41.pbworks.com/w/page/25387629/Somos-da-Turma-41) uma experiência maravilhosa. Usamos site de jogos para as aulas de matemática, pesquisa de imagens para as aulas de artes, poesia...está tudo registradinho no pbworks da turma.
Achei o vídeo muito interessante, pois demonstra uma realidade cada vez mais comum na escola de hoje: A tecnologia bate a porta de nossas salas de aulas e o professor a utiliza para repetir a sua metodologia. De nada adianta a escola estar equipada com recursos tecnológicos se o professor não estiver a par da potencialidade desses recursos em sua sala de aula. Ele precisar saber como utilizar esses recursos para ensinar o seu “velho conteúdo”, mas com outra perspectiva de metodologia. O conhecido “Datashow” (projetor multimídia) não pode ser um mero substituto do nosso velho amigo quadro negro, tão pouco o computador ser usado apenas como ferramenta de escrita, como o caderno. A tecnologia veio para auxiliar o professor a melhorar sua metodologia em sala de aula, precisamos quebrar o paradigma do tradicional e sim inovar nossa concepção de educação. Enfrentar essa nova realidade significa ter como perspectiva cidadãos conscientes com capacidade de enfrentar o mundo que está em constante mudança. É importante destacar a forma como a tecnologia chegou à sala de aula mostrada no vídeo. Um homem (seria um político? Ele falou “sua escola professora” e acredito que se fosse o diretor falaria “nossa escola”) talvez incomodado com aquela decoreba de tabuada, bate a sala da “pobre” professora e a comunica que a escola havia recebido uma série de recursos tecnológicos e que a partir de então a escola seria “moderna”. Adiantou? E a professora?

quarta-feira, 27 de abril de 2011

            Os conhecimentos que começamos a vislumbrar através das tecnologias da informação estão criando novas formas de se popularizar. Nossa sociedade nunca aprendeu tanta coisa ao mesmo tempo e em tão pouco tempo. A tecnologia está presente em todos os espaços. Há uma exigência de que as pessoas aprendam cada vez mais coisas, mas que aprendam de outra maneira, no âmbito de uma nova cultura da aprendizagem, um novo olhar sobre o conhecimento, tanto da perspectiva cognitiva quanto da social. O professor deve estar preparado e deve conhecer as características que definem essas novas formas de aprender. As tecnologias da informação estão criando novas formas de distribuir socialmente o conhecimento que estamos apenas começando a vislumbrar.
            Nas últimas décadas observou-se uma significativa evolução na forma de comunicação que através de seus mecanismos audiovisuais, que integraram diversas mídias e suas respectivas linguagens de maneira gradativa e oferecendo assim um ambiente propício a interação e ao desenvolvimento do conhecimento pelos seus usuários.
            A inserção do uso das mídias e das tecnologias digitais no processo educativo não é apenas colocar a criança à frente de uma TV para assistir um filme ou de um computador, mas principalmente, usar essas ferramentas com segurança para que por meio delas o educando possa alcançar saberes que contribuam para o seu crescimento pessoal, intelectual e futuramente, profissional. Contudo alguns professores ainda necessitam trilhar um longo caminho até chegar a uma inserção tecnológica significativa.
            Atualmente o educador não pode simplesmente fazer vistas grossas ou até mesmo ser indiferente ao óbvio, ou seja, a presença das mídias por toda parte e o domínio demonstrado pelos alunos no que se refere ao uso dessas tecnologias. No entanto, o que se observa é certa resistência por parte de alguns professores e mesmo os que possuem certo domínio destes aparatos não sabem como aproveitá-los na sala de aula. Tal resistência é compreensível, pois, as Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) demandam e, ao mesmo tempo, oportunizam uma mudança de paradigma que não se refere somente às tecnologias, mas às aprendizagens. Tão importante como usar as TIC em sala de aula é utilizá-las em situações reais, que possibilite ao aluno não só fazer uso delas, mas principalmente, ampliar os seus conhecimentos.
            Há recursos que podem ser adaptados para apresentar informações de modo rico e diversificado, tais como textos em diversos formatos, sons de tipos variados (músicas, falas e efeitos sonoros), imagens estáticas e animadas, gráficos, símbolos, filmes, entre outros que permite ao educador buscar e visualizar as informações conforme seus interesses e necessidades. Nessa perspectiva:
                                               a característica interativa dos produtos multimídia possibilita que o manuseio de informações se dê de forma natural e não forçada. Nossa atividade cognitiva não funciona de forma linear, onde uma informação leva necessariamente a outra. Nosso aparato cognitivo trabalha com associações entre informações que nem sempre parecem lógicas. A multimídia permite uma aproximação ao trabalho cognitivo natural. Como as informações em um bom produto multimídia podem ser cruzadas, confrontadas e conjugadas a qualquer momento, além de poderem ser avaliadas nas mais variadas ordens e até desordenadamente, a multimídia torna-se uma fonte de informações que oferece poucos limites à atividade cognitiva normal (PRIMO, 1996, p. 83).
            Então se observa o arsenal riquíssimo que o professor tem diante de si, bastando apenas assumir as possibilidades de uso dos ambientes virtuais e, é claro, se esforçar para dominá-los e utilizá-lo. Certamente a partir desta conscientização o professor passará a compartilhar com seu aluno de igual para igual e, o que é melhor: aproveitando todas as potencialidades que a tecnologia oferece ao máximo.

Referências:
PRIMO, Alex F. Um novo meio chamado Multimídia. Multimídia e educação. Revista de Divulgação Cultural. Blumenau: ano 18, n. 60, 1996

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Meu nome é Josiane Ferreira Nunes, tenho 28 anos. Sou mãe, esposa,
 filha, irmã, dinda, tia, amiga, aluna, professora, colega..ufa! Bastante coisa!!
Também sou habilitada em Técnica Agrícola/Pecuária pela Escola Técnica de Agricultura (ETA), uma escola que oportunizou experiências riquíssimas para a minha vida.
Acredito que o professor precisa trazer com sua prática a bagagem de comprometimento,vivências, flexibilidade e uma constante busca de aperfeiçoamento no trabalho.
Ao prestar vestibular para o curso de Pedagogia e aceitar o desafio de encarar o retorno aos bancos escolares, incluindo-me novamente na educação formal, abriu-se uma nova perspectiva de caminhada, uma nova trajetória, diferente das já experimentadas e com um sabor de conquista.
No momento em que nos dispomos a refletir sobre pensamentos e teses muito conhecidas, ou não, nos deparamos com o que somos realmente, indissociado de nossa prática.. aí mora o perigo!
Essa possibilidade advinda com os avanços tecnológicos nos faz refletir e encarar um novo processo de aprendizagem almejando um território, além da noção espacial.

  


Certa vez ouvi de uma professora que nós poderíamos esquecer seu nome, a sua aparência, e até sua fisionomia, mas que não esquecesse as suas idéias... Que elas se perpetuem entre os alunos porque elas hão de se multiplicar. Aquelas palavras ficaram por tempo em meus pensamentos, elas foram ditas lá em 2003, e hoje vejo dentro do PEAD que hão de perpetuar e multiplicar. Nesse curso trabalhamos com a essência do ser professor! ! Com pouca aparência, fisionomia (contato físico), mas muita identidade, ideias e seus ideais!